Selo Solar

O que é o

Selo Solar

A fonte energética utilizada para a fabricação de um produto ou na iluminação de um escritório está escondida de nossos olhos. Como você, como consumidor, pode saber da onde vem a energia que ilumina os corredores do supermercado que freqüenta ou que alimenta os maquinários de uma fábrica apenas olhando para um produto ou para o nome de uma empresa?

O Selo Solar foi criado justamente para dar forma a algo que não se vê – a eletricidade.

Consumir eletricidade produzida a partir do sol é uma atitude inovadora, porém ainda tomada por apenas poucas empresas no Brasil. A principal razão é o custo das tecnologias de conversão de energia solar em elétrica.

Para que as empresas que hoje já apostam na energia do futuro possam ser reconhecidas pelos seus consumidores, o Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas para a América Latina (Ideal) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) lançaram o Selo Solar, com o apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW).

Com isso, as instituições esperam também incentivar que novos projetos sejam colocados em prática no país.

Faça o download da apresentação do Selo Solar, clicando aqui.

Avaliação do Selo de Energia Solar Fotovoltaica – Este conjunto de estudos de mercado avaliou a receptividade dos consumidores a um selo solar, que seria utilizado por empresas que comprassem energia fotovoltaica (como é chamada a geração elétrica a partir do sol) ou instalassem sistemas em suas edificações.

Por que devo saber a origem da energia usada pelas empresas?

Se você está preocupado com o impacto ambiental das atividades das empresas do qual compra produtos ou serviços, você precisa estar atento a origem da energia que ela consome.

A energia elétrica pode ser obtida a partir de diferentes fontes energéticas, algumas com maior impacto ambiental e outras com menor.  Usinas termoelétricas movidas a carvão, por exemplo, são altamente poluidoras e emitem grandes níveis de gases do efeito estufa, os quais provocam o aquecimento global. A construção de usinas hidrelétricas impacta diretamente a fauna e flora local.

Já o uso das chamadas fontes alternativas de energia representa um baixo impacto ambiental direto, que é o caso de usinas eólicas, sistemas a biogás e usinas solares.

Com a maior parte do seu território situado na zona tropical, o Brasil é um dos países com maior incidência de irradiação solar do mundo.  Segundo o Atlas de Irradiação Solar do Brasil, diariamente incide entre 4,5 kWh/m2 a 6,3 kWh/m2 no país. Isto significa que o lugar mais ensolarado da Alemanha, um dos líderes mundiais no mercado fotovoltaico, recebe 40% menos radiação solar que o lugar menos ensolarado do Brasil.

Apesar destas condições favoráveis, este potencial ainda é subaproveitado. O uso de energia solar não foi considerado, por exemplo, no Plano Nacional de Energia 2030 e somente em 2011 começaram a ser instalados os primeiros projetos de maior porte no país.

Utilizar a energia solar para a obtenção de eletricidade é uma forma de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e, em muitos casos, outros impactos ambientais ligados à construção de empreendimentos energéticos. Além disso, a flexibilidade de instalação nos mais diversos locais, principalmente integrada a construções em projetos de mini e microgeração, faz dela uma fonte com alto potencial de expansão no país, de forma a trazer benefícios para a rede elétrica nacional.